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Salaam!

Bom,hoje trago um texto extraído do blog A mulher no Islam (http://www.amulhernoislam.com/) que fala sobre o namoro no Islam.

Namoro no Islam

O namoro como é praticado atualmente na maior parte do mundo – onde um rapaz e uma moça mantêm relações íntimas, passam o tempo juntos sem a presença de outros, “conhecem um ao outro” de uma forma mais aprofundada, antes de se decidirem se é a pessoa certa para casar – não existe entre os muçulmanos. No Islam, ao contrário, são proibidas as relações pré-conjugais de qualquer espécie entre pessoas de sexos diferentes.

A escolha do parceiro para casar é uma das decisões mais importantes que alguém pode tomar na vida. Não pode ser feita precipitadamente nem ser deixada por conta do acaso ou dos hormônios. Deve ser uma decisão séria como qualquer outra decisão importante na vida, com orações, pesquisa cuidadosa e o envolvimento da família.

Portanto, como é que, no mundo de hoje, os jovens fazem? Antes de qualquer coisa, o jovem muçulmano estabelece amizades próximas com companheiros do mesmo sexo. Esta fraternidade, feminina ou masculina, que se desenvolvem quando eles ainda são jovens, continua pelo resto de suas vidas. Quando um jovem decide casar-se, deve adotar os seguintes passos:

– O jovem faz duaa (súplica) para pedir que Deus o ajude a encontrar a pessoa certa.

– A família informa-se, discute e sugere pretendentes. Eles se consultam para reduzir as perspectivas em potencial. Normalmente o pai ou a mãe se aproxima da outra família para sugerir um encontro.

– O casal concorda com um encontro acompanhado, em ambiente aberto. ‘Omar narrou que o Profeta muhammad disse: “Ninguém deve se encontrar com uma mulher sozinho, a menos que ela esteja acompanhada por um parente (mahram)”. [Bukhari,Muslim]

– O profeta também disse: “Sempre que um homem estiver sozinho com uma mulher, Satanás (Shaytan) será a terceira pessoa entre eles”. [Tirmizi]

Quando os jovens, que estão numa época de erupção dos hormônios, se encontram para se conhecerem, estar sozinhos é uma tentação para o ilícito. A todo o momento, os muçulmanos devem atentar aos mandamentos do Alcorão (24:30-31) para “baixar os olhos e guardar a modéstia…” e perceber que isto é o melhor para eles. O Islam reconhece que somos humanos e que temos fraquezas humanas, portanto esta norma nos protege em nosso próprio benefício.

Objetivos do namoro:

– Passatempo (quantos são os casais que recém se conheceram e pensam em casar-se futuramente? Nenhum então qual é a finalidade deste? Não pode ser outra além de passatempo).
– Suprir necessidades biológicas.

Objetivos do casamento:

– Construir uma família com bases sólidas.
– Buscar um parceiro para a eternidade.
– Ter alguém com quem dividir alegrias e tristezas.
– Amar e ser amado.
– Suprir necessidades biológicas de forma saudável.

Quais são as consequências para uma sociedade quando esta não dá importância a estas orientações divinas?

Vivemos no Brasil, e bem sabemos as graves consequências que a entrega às paixões sem limites acarretaram ao longo dos tempos:

– Meninas que ainda não atingiram a puberdade preocupadas com questões que dizem respeito à mulheres adultas (maquiar-se para atrair a atenção dos rapazes, encontrar um namorado ou um mero ficante para provar ao seu círculo de amizades que ela é capaz e para se adequar dentro do mesmo, decepções amorosas precoces).
– Doenças sexuais espalhadas de maneira mais fácil.
– Gravidez indesejada, principalmente na adolescência, que culmina num abandono aos estudos (por parte da jovem que tem que cuidar do bebê e do rapaz que deve trabalhar), na construção de uma família sem bases sólidas e muito menos responsabilidade para encarar esta realidade tão adulta, o que leva algo ainda pior, crianças abandonadas em orfanatos e até mesmo nas ruas praticando delitos.
– Pessoas que não dão valor ao próprio corpo, e encaram a relação com o outro como um passatempo, sem objetivos para o futuro, onde os parceiros podem ser substituídos a qualquer momento.

Como os muçulmanos agem?

A maneira correta de se buscar um parceiro, para juntos, contraírem matrimônio, deve observar as seguintes questões:

– A família pesquisa o futuro candidato, fala com amigos, família, líderes Islâmicos, etc. para saber mais a respeito do caráter do parceiro em potencial.

– O casal se encontra e conversa sobre o casamento, perante a outra pessoa (o pai da futura noiva, por exemplo).

– O casal realiza o salat-il-istikhara (oração para orientação) para pedir a ajuda de Deus na tomada de decisão.

– O casal concorda com o casamento e começam a se preparar para este, e se tornam noivos (o que muda aqui é o status do casal, não há mais liberdade entre o casal somente pelo fato de serem noivos).

O Islam deu liberdade de escolha tanto para o homem como para a mulher, eles não podem ser forçados a casar se não o quiserem.

O tipo de namoro aqui focalizado ajuda a assegurar a força do casamento, baseando-se na sabedoria e orientação dos mais velhos da família nesta importante decisão da vida. O envolvimento da família na escolha do futuro cônjuge ajuda a garantir que a opção baseou-se não em conceitos românticos e sim numa avaliação cuidadosa e objetiva das afinidades do casal. Por esta razão, tais casamentos se mostram freqüentemente bem sucedidos.

Por que funciona?

Tendo em meu saldo alguns anos como muçulmana e convivendo com a comunidade Islâmica de todas as nacionalidades, posso dizer sem sombra de dúvidas que esta forma de se buscar um parceiro é bastante eficiente. Como dito, este casamento é baseado na lógica, e que com o passar dos tempos vai criando laços cada vez mais fortes, pois juntos, o casal descobre a beleza do matrimônio e coisas que não podiam fazer quando eram solteiros.

Não existe a obrigação nem para o homem e nem para a mulher de satisfazer as necessidades do parceiro; não existe o medo de errar (afinal, os dois estão conhecendo o casamento juntos e no mesmo ritmo); não existem cobranças para o desempenho impecável do homem (vemos muitos homens com problemas psicológicos por não conseguirem atingirem o desempenho dos parceiros anteriores de sua mulher) etc. Muitos dos problemas enfrentados pelos casais Ocidentais, já são eliminados pelo matrimônio Islâmico.

No namoro e na sociedade Ocidental, onde tudo é permitido, as relações íntimas ocorrem fora do casamento, quando ambos se casam o que há de novo para se fazer? O que há de novo para se descobrir? Quase nada, e é aqui que a rotina vem como destruidor em massa de uniões. Além disto, para estes povos o casamento é encarado como motivo de piada e deboche, desde o primeiro momento da decisão, principalmente por parte dos homens, porém, não no Islam, onde este é visto como sagrado.

O profeta Muhammad disse:

“Há três assuntos, os quais não são permitidos piadas: casamento, divórcio e a emancipação (de um escravo)”.[Abu Dawud, Tirmidi]

E também disse:

“Para aqueles que se gostam, nada se provou melhor do que o casamento”. [Ibn Majah, al-hakim]

Posicionamentos contra

Algumas pessoas alegam que este tipo de casamento não é eficiente, pois, não houve a oportunidade para conhecer o parceiro antes do matrimônio, logo, este não obterá sucesso. Para isto, eu vos digo: se conhecer alguém a fundo fosse condição para se manter um casamento, então, não haveriam divórcios no mundo Ocidental. E ao contrário do que dizem, nós não estamos nos entregando a uma relação às cegas, nós buscamos informações detalhadas sobre a pessoa e aí sim decidimos se esta se adequa a nossa personalidade. Diferente do que ocorre em um namoro Ocidental, onde a pessoa embarca numa relação sem qualquer tipo de conhecimento prévio e cabe a ela conhecer a pessoa sozinha.

Justamente, por ambos os homens e mulheres, não haverem tido anteriormente nem um tipo de relacionamento com o sexo oposto, quando estes estão diante de um problema no casamento, a opção de divórcio é a última que será cogitada, pois, ambos viveram, conheceram e descobriram o mundo com apenas uma só pessoa, deixá-la seria algo muito doloroso, portanto, as discussões dentro de um casamento Islâmico, tomam outro rumo.

Ainda existem muitos grupos religiosos que encaram o namoro e o casamento da mesma forma que o Islam, como por exemplo, em algumas vertentes evangélicas e dentro do Judaísmo Ortodoxo. Portanto, esta forma de ver as relações entre homens e mulheres não é novo. Pergunte às avós sobre como funcionava isto na época delas e de suas mães. Tente encontrar pessoas idosas que são divorciadas, o número é estupidamente pequeno em relação ao número de divórcios que ocorrem atualmente.

Observações

Como o público do blog é voltado para mulheres, deixo aqui uma dica: se o seu “namorado” muçulmano jamais conversou sobre noivado e casamento com você, e pelo simples fato dele considerar a relação de vocês como um “namoro”, preste atenção, isso poder ser um sinal para outras coisas negativas que podem aparecer e da real intenção dele com você. Um verdadeiro crente muçulmano jamais brinca com os sentimentos de uma mulher, e se realmente a deseja, como diz, ele casa-se com ela e não perde tempo com especulações sobre o casamento.

Considerações finais

Como exposto, fica nítido como o Islam almeja preservar o homem tanto fisicamente, socialmente e biologicamente. Quando a humanidade deixa de reger a sua vida baseando-se em suposições próprias e passa a obedecer às leis divinas, encontramos uma sociedade mais saudável e livre de muitos dos problemas que encontramos hoje.

Bibliografia: Religiao de Deus

VIA: http://www.amulhernoislam.com/

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