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Salam!!!

Você ja deve ter ouvido falar na história que no tribunal é preciso o depoimento de um homem e na falta deste chamam-se 2 mulheres né?Então trouxe um texto que explica o porquê dessa condição e mostra que não há nada de machista nisso.O texto é longo mas não deixem de ler!!

POR QUE O TESTEMUNHO DE DUAS MULHERES?

Por Shamshad M. Khan com alterações feitos por Abu ‘Iyad

Uma questão que sempre surge é a que se refere à “posição das mulheres no Islam”. Estudiosos muçulmanos conseguiram, com grande êxito – apesar dos ataques distorcidos e deturpados – demonstrar a verdadeira posição das muçulmanas; principalmente quanto à liberação das mulheres com o advento do Islam. A norma islâmica sobre questões  como herança, direito à renda, à propriedade, etc., fortaleceram esta posição e foram prescritas por Allah – o Único Verdadeiro Deus –  muito antes de as nações ocidentais sequer pensarem em tais conceitos!

O presente estudo trata da questão do testemunho de duas mulheres no lugar do testemunho de um homem. Conforme ficará claro ao leitor objetivo e sincero, a condição intelectual da mulher muçulmana não se frustra ou se degrada pelo mandamento de que na falta de dois homens para testemunhar então um muçulmano e duas muçulmanas sejam escolhidos para prestar testemunho. Antes pelo contrário, esta injunção está em perfeita harmonia com a natureza e psicologia da mulher, como ficará evidente pelas citações de psicólogos, psiquiatras e pesquisas médicas.

A passagem do Alcorão (al-Bácara 2:282) na qual a exigência acima mencionada é prescrita, tem como tema principal a usura, o capital e as dificuldades dos devedores. Allah estabelece as linhas gerais relativas às obrigações monetárias. Portanto, as transações comerciais estão ali incluídas. Nesta seção, a exigência para realizar transações por escrito é feita de forma bastante enfática (Documentai-as por escrito …). Em seguida, descreve a responsabilidade do escriba, isto é, da pessoa responsável pela redação do acordo. Depois, são descritas a responsabilidade e a obrigação da pessoa incumbida daquele proceder. Prosseguindo, explica como fazer se a parte que é responsável não puder redigir o contrato, por ser deficiente ou mentalmente fraco, ou por não ser capaz de ditar – então seu tutor ou guardião deve ajudar a redigir o contrato assim como escolher as duas testemunhas que validarão o ato. É preciso entender que esta situação surge desde que não seja possível para a parte responsável redigir o contrato por sua própria iniciativa. A condição para documentar as coisas por escrito é suprema. A seguir, explica que dois homens devem ser chamados para prestar testemunho e que na falta de um deles (ou dos dois…) sejam convidados um homem e duas mulheres. A orientação prossegue e lembra de forma enfática que as testemunhas não se neguem quando requisitadas a validar TODOS os acordos escritos – independente do valor da dívida, pois é mais JUSTO aos olhos de Allah e mais adequado para evitar dúvidas.

A passagem do Alcorão que se segue explica que, por razões práticas, nem sempre é possível documentar por escrito a transação. Neste caso, também é recomendado que seja testemunhado. Depois, traça as linhas gerais que devem ser seguidas no caso de não haver testemunhas presentes.

O objetivo em traçar o esboço acima é chamar a atenção para o fato relativo ao testemunho de mulheres, neste exemplo em acordos comerciais, e não se trata de uma afirmação sobre a condição delas.

Vejamos a parte objeto de nossa investigação mais detalhadamente. Allah disse:

“…Tomai duas testemunhas masculinas dentre os vossos e na falta deles então um homem e duas mulheres de sua preferência como testemunhas –  a fim de que se uma delas se esquecer a outra a recordará…” (al-Bácara 2:282)

Várias questões se levantam (assim como as sobrancelhas!) quando esta passagem é lida. E dentre elas  encontramos:

· A mulher tem memória mais fraca do que a do homem?

· Por que é necessário o testemunho de duas mulheres no lugar do testemunho de um homem?

· A mulher é inferior ao homem?

É preciso lembrar que o Profeta Muhammad não era médico, psiquiatra ou cirurgião. Ele era analfabeto e não sabia ler ou escrever. Ele repassou a revelação exatamente como a recebeu. Allah, o Criador, em Sua infinita sabedoria deu as diretrizes que melhor convêm a toda a humanidade. Ele é o Criador, portanto, Ele sabe melhor do que o próprio homem.

Nesta época científica, podemos investigar a importância desta legislação. Muito foi descoberto desde os primórdios do Islam. E cada dia de avanço originou uma compreensão melhor da última e final revelação do Criador, Allah, para a Sua criação, a humanidade. Quanto às mulheres, sabemos da tensão psicológica cíclica que elas enfrentam todo mês. Os sintomas que se apresentam nos primeiros dias da gravidez, a depressão ante e pós-natal, o fenômeno da menopausa, os problemas fisiológicos e psicológicos decorrentes da infertilidade e por último mas não de menor importância os problemas enfrentados após um aborto.

É sob tais circunstâncias que as mulheres experimentam extraordinárias pressões que dão origem à depressão, à falta de concentração, à perda temporária de memória e distração. Examinemos esses episódios um pouco mais detalhadamente e com referências médicas do mundo científico. A TPM é um termo genérico para designar mais de 140 sintomas diferentes e há enormes evidências de que é causa de infelicidade em muitas mulheres e, por conseqüência, para suas famílias.

Psiquiatria na Prática, publicação de abril de 1993, afirma:

“Quarenta por cento das mulheres sofrem de síndrome pré-menstrual de uma forma ou outra e uma em cada de nossas mulheres têm suas vidas gravemente desorganizadas pela síndrome. Dr. Jill Williams, clínico geral de Bury, traça as linhas gerais de como reconhecer pacientes de risco e sugere um tratamento adequado.”(Psychiatry in Practice, April 1993, p.14).

No mesmo estudo, George Beaumont ao relatar o workshop realizado no Colégio Real de Obstetras e Ginecologistas, de Londres, sobre a síndrome pré-menstrual, diz:

“Algumas autoridades argumentaram que 80% das mulheres têm algum grau de desconforto no peito e abdômen, que é pré-menstrual, mas que apenas 10% se queixam aos seus médicos – e, nesse caso, apenas por causa de violenta pressão do peito e depressão mental… Outras autoridades sugeriram que a síndrome pré-menstrual é um problema novo, que uma ovulação regular por 20 anos ou mais é um fenômeno causado pela ‘civilização’, pelo ‘progresso médico’ e por um conceito alterado do papel das mulheres.” [Psychiatry in Practice, April 1993, p.18]

A Medicina Psicológica ao examinar a ocorrência das mudanças físicas e psicológicas durante o período imediatamente anterior ao começo da menstruação, diz o seguinte:

“Vários estudos relataram uma probabilidade crescente das várias influências negativas durante o período pré-menstrual. Nesta categoria, estão muitas designações emocionais, inclusive irritabilidade, depressão, tensão, ansiedade, tristeza, insegurança, letargia, isolamento, emotividade, fadiga, inquietação e mudanças de humor. Na maioria dos estudos, os pesquisadores tiveram dificuldade em distinguir as várias influências negativas e apenas alguns se permitiram ficar excessivamente interessados com as diferenças que podem, ou não, existir entre os sintomas.” [Psychological Medicine, Monograph Supplement 4, 1983, Cambridge University Press, p.6]

No mesmo artigo, ao tratar das alterações comportamentais no período pré-menstrual, lemos:

“Em vários estudos, foi apresentada uma importante relação entre a fase pré-menstrual do ciclo e uma variedade de formas específicas e definidas do comportamento. Tais formas de comportamento foram agrupadas sob os títulos de comportamento agressivo, comportamento enfermiço e acidentes, desempenho sob exame e outros testes e desempenho esportivo.”  [Psychological Medicine, Monograph Supplement 4, 1983, Cambridge University Press, p.7]

O extenso estudo mostra como o comportamento feminino é afetado nessas circunstâncias. No ‘The Pre-menstrual Syndrome’, C. Shreeves escreve:

“Reduzidos poderes de concentração e de memória são aspectos familiares da síndrome pré-menstrual e só podem ser remediados com o tratamento dos sintomas evidentes.”

Isto não significa, é claro, que as mulheres sejam mentalmente deficientes. Apenas quer dizer que suas faculdades mentais podem ser afetadas em certas épocas do seu ciclo biológico. Shreeves também escreve:

“Cerca de 80% das mulheres têm consciência de algum grau de alteração pré-menstrual, 40% são substancialmente afetadas por ela e entre 10% e 20% ficam seriamente incapacitadas em decorrência da síndrome.”

Além do mais, as mulheres enfrentam o problema da depressão ante e pós-natal, que provoca, em alguns casos, ciclos extremos de depressão. Repetindo, esses sintomas recorrentes afetam naturalmente a mente dando margem à memória lenta e dopada.

Quanto à questão da gravidez, o estudo Psychiatry in Practice, October-November 1986 ensina que:

“Em um experimento ‘Cox’ descobriu-se que 16% de um universo de 263 mulheres grávidas estavam sofrendo de problemas psiquiátricos importantes do ponto de vista clínico. Oito por cento tinham neurose depressiva e 1,9% tinham neurose fóbica. Esta pesquisa mostrou que a proporção de mulheres grávidas com problemas psiquiátricos era maior do que o encontrado no grupo de controle mas a diferença apenas mostrava a importância.” .” [Psychiatry in Practice, October-November, 1986, p.6]

Com relação aos sintomas durante o ciclo pós-natal, escreve a Dra. Ruth Sagovsky:

“A terceira categoria de problemas psiquiátricos puerperais é a depressão pós-natal. De um modo geral aceita-se que entre 10% e 15% das mulheres ficam clinicamente deprimidas após o parto. Essas mães experimentam uma variedade de sintomas mas a ansiedade, principalmente em relação ao bebê, a irritabilidade e a fadiga excessiva são comuns. O apetite diminui e são freqüentes as dificuldades com o sono. As mães perdem o interesse em coisas que gostavam antes do nascimento da criança e percebem que sua concentração fica prejudicada. Sentem uma culpa irracional ed se queixam de ser ‘más’ esposas e mães. Cinqüenta por cento dessas mulheres não são identificadas como sofrendo de uma doença depressiva. Infelizmente, muitas delas não compreendem o que as incomoda e acusam seus maridos, bebês e elas próprias até que as relações atinjam um grau alarmante.” [Psychiatry in Practice, May, 1987, p.18]

“…Nem sempre é fácil fazer o diagnóstico de depressão pós-natal. De um modo geral,  a depressão começa a se tornar um problema sério cerca de três meses após o parto, quando o contato freqüente com o agente de saúde é diminuído. A mãe pode não apresentar um humor depressivo. Se ela chegar ao centro de saúde apresentando o bebê como paciente, a verdadeira natureza do problema pode ser omitida. Quando a mãe se mostra continuadamente ansiosa em relação ao seu bebê apesar das reiteradas afirmações em contrário, então o médico precisa aventar a possibilidade de depressão. Algumas vezes essas mães apresentam dificuldades no casamento e é fácil confundir causa e efeito, vendo o mau humor como parte do problema conjugal. Algumas vezes, só quando o marido é visto também é que fica claro que foi a depressão pós-natal que levou à deterioração do casamento.” [Psychiatry in Practice, May, 1987, p.18]*

Também, há uma necessidade de estudar os efeitos da menopausa, a respeito da qual pouco se sabe, mesmo hoje em dia. Esta fase na vida da mulher pode começar a qualquer tempo a partir dos cinqüenta anos e pode durar até 15 anos.

Ao escrever sobre os anos que antecedem a menopausa, afirma C. B. Ballinger:

“Várias pesquisas em comunidade indicam um pequeno mas importante aumento dos sintomas psiquiátricos nas mulheres durante os cinco anos antes do término do período menstrual. O aspecto clínico mais óbvio desta fase de transição da função menstrual é a alteração do padrão menstrual, o ciclo menstrual se tornando mais curto com a idade e a variabilidade da duração do ciclo se tornando mais proeminente próximo ao término da menstruação. É uma queixa comum nesta época e está associada a níveis mais elevados do que o normal de perturbação psiquiátrica.”[Psychiatry in Practice, November, 1987, p.26]

Dra. Jennifer al-Knopf, diretora do Programa Sexo e Terapia Conjugal da North-western University, em artigo publicado na Newsweek International, em 25/05/1992, escreveu a respeito do fenômeno da menopausa:

“…As mulheres nunca sabem o que seus corpos fazem com elas … algumas relatam sintomas debilitantes desde ondas de calor até suores noturnos, insônia, irritabilidade, mudanças de humor, lapsos de memória, enxaquecas, dores de cabeça, incontinência urinária e ganho de peso. Muito desses problemas podem estar relacionados à baixa dos hormônios femininos estrogênio e progesterona, os dois que governam o ciclo ovariano. Mas toda mulher começa com um nível diferente de hormônios e os perde em diferentes taxas. A imprevisibilidade é um dos aspectos mais intrigantes. As mulheres nunca sabem o que seu corpo vai fazer com elas…”

Em seguida, há os aspectos psiquiátricos da infertilidade e do aborto. A respeito da infertilidade escreve a dra. Ruth Sagovsky:

“A depressão, a raiva, a culpa, são reações comuns de aflição. Na infertilidade, há a dor adicional de não haver ninguém a lamentar. As famílias e amigos podem contribuir com o sentimento de isolamento ao fazer comentários inadequados. O ginecologista precisa tentar ajudar esses casais contra as causas responsáveis pela angústia.”[Psychiatry in Practice, Winter, 1989, p.16]

A respeito do aborto, prossegue o artigo:

“O aborto raramente é mencionado quando levado em consideração. No entanto, às vezes ele pode deixar uma profunda seqüela psicológica e é importante que as mulheres envolvidas recebam o apoio de que necessitam. Aproximadamente 1/5 das gravidezes terminam em aborto espontâneo e seus efeitos são escassamente reconhecidos. Se, no entanto, o aborto ocorrer dentro de um contexto de infertilidade, a reação emocional pode ser grave. O nível de aflição dependerá da importância da gravidez para o casal.” [Psychiatry in Practice, Winter, 1989, p.17]

Porém, o fato de as mulheres serem consideradas como mais sensíveis e emotivas do que os homens não deve ser superestimado. Também é sabido, por exemplo, que sob idênticas circunstâncias as mulheres são muito mais ansiosas do que os homens. Há várias referências médicas sobre este aspecto do comportamento feminino mas para exemplificar, lemos em ‘Sex Differences in Mental Health’ que:

”Pesquisas realizadas encontraram diferentes correlações entre ansiedade e neurose nos dois sexos. Homens e mulheres não se irritam de forma igual pelas mesmas coisas e o estar irritado não exerce o mesmo efeito em homens e mulheres. Ekehammer (1974; Ekehammer, Magnusson and Ricklander, 1974) usando dados de 116 adolescentes com 16 anos encontrou um fator de análise sobre a ansiedade relatada. Das dezoito diferentes respostas indicativas de ansiedade (suor das mãos, coração acelerado, etc.) as mulheres relataram ter experimentado doze delas muito mais vezes do que os homens. Das situações estudadas causadoras de ansiedade, as mulheres relataram sentir significativamente em quatorze delas muito mais ansiedade do que os homens.” [Katherine Blick Hoyenga and Kermit T. Hoyenga em Sex Differences in Mental Health, p.336]

É à luz dos resultados acima de psicólogos, psiquiatras e pesquisadores que o revelado por Allah, o Exaltado

“…Tomai duas testemunhas masculinas dentre os vossos e na falta deles então um homem e duas mulheres de sua preferência como testemunhas,  A FIM DE QUE SE UMA DELAS SE ESQUECER A OUTRA A RECORDARÁ …” (al-Bácara 2:282)

pode ser entendido. Também é preciso ter em mente que o esquecimento pode ser uma vantagem. Uma mulher tem que tolerar os filhos com todos os tipos de problemas emocionais e por certo ela é muito mais resistente do que o homem. O objetivo ao apresentar esses resultados sobre os vários aspectos relacionados ao tema é evidenciar que uma mulher, por sua constituição biológica, enfrenta tais problemas. No entanto, isto não a torna inferior ao homem apenas mostra que ela é diferente. Visto dessa forma, só podemos chegar à conclusão de que Allah conhece Sua criação e que prescreveu leis precisas levando em conta a natureza da humanidade.

Allah, o Criador, é – como sempre  – Onisciente e o homem (ou o descrente em Allah e na forma final e perfeita de vida revelada, Islam) é – como de hábito – ignorante e arrogante.

* Conforme mencionado acima, o Profeta Muhammad sallâllahu ‘alayhi wa sallam não era psicólogo nem psiquiatra. Pelo contrário, ele simplesmente transmitiu a verdade que lhe foi revelada. É no contexto desta citação que o seguinte dito do Profeta Muhammad sallâllahu ‘alayhi wa sallam pode ser entendido:

“Tratai vossas mulheres com gentileza. A mulher foi criada de uma costela e a parte mais curvada de uma costela está na região superior. Se tentardes endireitá-la ela se quebrará e se a deixardes como está, ela permanecerá curva. Portanto, tratai vossas mulheres gentilmente.”

E em outro hadith:

“Se tentardes endireitá-la ela se quebrará, o que significa o divórcio.”

(Narrado por al-Bukhari e Muslim) Este é um conselho muito importante para o homem – para que ele tenha paciência e não tente “reformar” o padrão comportamental da mulher naqueles dias, ou seja, “endireitá-la”.  Ele não terá êxito pois é biológico na origem. Em vez disso, ele deve manter e proteger sua relação com ela, mostrando amabilidade.

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